Solitudine

E toda noite
Todo sagrado
Ou maldito
Fim de noite

Ela aparecia

Me saudava com um sorriso
Inesquecível
Olhava dentro dos meus olhos
Demoradamente
Acariciava meus cabelos
Com mãos de fada
E me beijava com sua boca
Desesperada

Todo fim de noite, ela vinha
Sonho ou não, jamais saberei
Ansiando ou com medo
A esperava chegar
Pois não sabia
Se queria meu bem
Ou me matar

Ela vinha
E por vezes queria ficar
Como um móvel pesado
Não saía do lugar
Por vezes falava demais
E outras
Era um monge a meditar

Conselheira
Amiga
Ou indesejada
Monstro demente

Se para o bem ou mal
Talvez nunca saiba
Mas por muito tempo
Somente ela
No fim da noite
Me abraçava

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