The rise of wind

 

Eu sou a parca.
Sou a moira,
Eu sou o fim,
A perdição.

Fim do mundo,
Fim de tudo
De toda dor,
Lamentação

Me chamam vento
Me olham torto
Como se fosse
Uma maldição

Eu sinto sempre
Todo momento
Passado esguelho
Medo fluindo
De traição

Entregue a morte
Sábado
À madrugada
Novamente nascido
Domingo cedo

Vivo à segunda
Frio à terça
Escondido quarta
Perdido quinta
Louco sexta
E novamente
Sábado

De todo mal guardado
De todo bem escolhido
Até o momento presente
Continua vivo…

Acorda com gosto amargo à boca
Ressaca de vinho
Safra ruim
Com nome e sobrenome

Erro repetido
Vida entregue
De seus doces sentimentos
Que se tornaram vinagre

Decido beber
Todo meu vinho
Sumo de vida
Doce engano
Tornando-se fel
Em minha garganta
Na manhã seguinte

Vinho-vinagre
Que agora queima
Corrói esse ácido
Todo o interior
Mata, destrói
Qualquer lembrança
De amor-salvação

Leva consigo
Últimos resquícios
Do pobre garoto
Ao fim, perdição

Sobra o vazio
O espaço
A morte
Onde
Eu-vento
Passeio sozinho

Sem rima, sem mundo
Vidrado, perdido
Sorrindo, esperando
Um ressuscitar

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